Muitos astros utilizam suas fortunas de formas curiosas
Quando falamos sobre as excentricidades dos famosos, temos uma vasta lista. Segundo a revista americana People, o ator Brad Pitt gastou cerca de 80 mil dólares na
construção de um labirinto para seus hamsters. A socialite Paris Hilton não fica para trás. A casa de seus 13 cachorrinhos é uma réplica de sua mansão em Beverly Hills. Com uma escada caracol no centro, dois andares, ar condicionado e piscina. Essa extravagância custou 325 mil dólares.A psicóloga clínica Rita Romaro, diz que esses exageros com animais de estimação não são saudáveis, já que em versões diferentes acabam por serem imitados por quaisquer pessoas que tentam resolver seus conflitos de relacionamento na idealização do animal de estimação, procurando humanizá-los. “Acho a questão séria. A serviço de que estão esses exageros? Que vazio é esse? Brad Pitt é notório por suas ajudas humanitárias e cuidados com os filhos, Paris por seus delírios, mas ambos gastam parte do que ganham em extravagâncias com animais de estimação, extravagâncias essas que precisam correr mundo”, afirma.
O falecido cantor Michael Jackson adorava gastar sua fortuna de várias maneiras. Em um documentário sobre sua vida, exibido na TV americana, ao entrar em uma loja, Michael comprou quase todos os produtos. No seu rancho Neverland, existia um zoológico e um parque de diversões de 1120 hectares que custou cerca de 25 milhões de dólares. Em sua ultima turnê, de 50 shows em Londres, Michael tinha em seu figurino uma roupa bordada com 300 mil cristais Swarovski.
Sobre o Rei do Pop, Rita diz que é muito difícil fazer um diagnóstico pelos fatos relatados na mídia. Mas que Michel Jackson é um triste exemplo de transtorno de identidade, megalomania, bizarrices, hipocondria, transtorno obsessivo compulsivo, perversão e provável anorexia nervosa. “Cabe notar como é impressionante a transformação de seus traços faciais da infância a algo oposto na idade adulta. Um eterno menino com sérios problemas e que talvez não tenha buscado algo que pudesse ajudá-lo em suas dificuldades emocionais e suas vivencias infantis traumáticas”, diz.
O interesse em saber sobre os gastos dos famosos é intenso por parte dos anônimos. Camila Sari, 25, é fã da socialite Paris Hilton. Camila afirma que saber sobre extravagâncias de Paris é como um objetivo de vida. “A profissão dela é gastar dinheiro. Quero saber como e com o que ela gasta. Quem sabe um dia posso ser como a Paris”, fala.
Roberta Callisto, 28, é compradora assídua das revistas de celebridades. Para ela saber sobre os gastos das celebridades é uma motivação, já que ela desdenha ser como os famosos. “Eu adoro saber sobre os gastos. Eles fazem coisas que eu não posso, isso me motiva a lutar para conseguir ter dinheiro e também cometer extravagâncias”, diz.
Para a psicóloga a procura por essas notícias é uma forma da pessoa comum, preencher suas lacunas e ao identificar-se com os famosos, também se sentir importantes, projetando nessas celebridades a realização de seus anseios. “Esses mecanismos de projeção e identificação garantem um negócio milionário de exposição da vida do outro. É o mesmo mecanismo da fofoca”.
Se o assunto for festa, o aniversário do primeiro ano de vida da Sasha Meneghel, comemorado em 1999 é insuperável. 800 convidados foram recebidos na Casa Rosa de Xuxa por 40 animadores vestidos com roupas de safári e em carrinhos de golfe, foram conduzidos pelo jardim. Para as crianças, foi montada uma lanchonete McDonald’s completa. Caixas de som emitiam ruídos de floresta e foi contratado shows de grupos infantis e o mágico americano Mister M, que estava no Rio. Essa “brincadeirinha” custou mais 150 mil reais.
Quando envolvem valores, dificilmente as celebridades confirmam as notícias por questão de privacidade e segurança. A psicóloga comenta que algumas pessoas almejam viver para os holofotes, em um eterno big brother, porém algumas diferenciam a vida pública da privada, ou seja, personagem e vida real, assim se sentem invadidas. “Aquelas que buscam manter sua privacidade, se incomodam ao serem interpelados de forma desagradável ou inadequada quando estão em sua vida cotidiana. Talvez elas procurem manter sua privacidade e não gerar mais noticia”, diz.

Foto: Divulgação
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